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quarta-feira, 12 de março de 2014

Como ganhar dinheiro?

Está muito em voga a expressão "modelo de negócios", principalmente depois do lançamento do livro "Business Model Generation" (Alta Books, 300 págs., R$ 99,90). Mas do que se trata esse conceito e qual a sua importância para o empreendedor?

Podemos encontrar diversas definições para o termo, no entanto, da forma mais simplista e compreensível, pode-se entendê-lo com uma pergunta: como você ganha dinheiro?

Creio que muitos já escutaram que os postos de gasolina não faturam vendendo o combustível, já que as margens desse produto são muito pequenas. A receita desses estabelecimentos vem mesmo dos serviços que eles oferecem, ou seja, troca de óleo, lavagem e, principalmente, a loja de conveniência.

Por isso, um bom gerente de posto tem que entender tanto de varejo quanto de gasolina.

O livro "Business Model Generation" relaciona nove itens (segmentos de clientes, proposta de valor, canais, relacionamento com clientes, fontes de receita, estrutura de custos, atividades-chave, recursos principais e parcerias) que podem ajudar o empreendedor a verificar se o seu negócio possui um modelo consistente ou não.

Em caso negativo, o melhor a fazer é "pivotar", ou seja, mudar suas premissas -por exemplo, se o segmento de clientes de pessoas físicas se revelar pouco rentável, pode-se tentar vender para empresas. Ou tentar obter uma parceria estratégica que impacte sua estrutura de custos.

A dica é que o empreendedor procure pensar em um modelo consistente, que permita que a iniciativa cresça e se fortaleça. Por exemplo, um negócio cujo modelo permita receitas recorrentes, como fizeram os fabricantes de elevadores, que obtêm grande parte do faturamento por meio dos contratos de manutenção, em vez da venda do equipamento em si. No entanto, criar um site cuja única fonte de receita é a venda de espaço publicitário já tem pouca probabilidade de sobrevivência.

Não pense, contudo, que encontrar um modelo consistente é tarefa fácil. Muito esforço, muita pesquisa, muita tentativa e erro são necessários até que você ouça aquele "clic", aquela ideia que irá levar o seu negócio a outro patamar.

tales andreassi

Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

 

FONTE: http://zip.net/bbmLGs

Publicado originalmente em 02/06/2013 01h11

Ideias em prática

O empreendedorismo, hoje, está na moda. No entanto, abrir um negócio não é a única opção para extravasar esse seu perfil. Você pode trabalhar em uma companhia e mesmo assim ter atitude de dono de empresa. É o que chamamos de empreendedorismo corporativo.

Cada vez mais, as organizações estão buscando funcionários com esse tipo de talento: pessoas que idealizam um novo produto ou processo e movem mundos e fundos para colocar sua ideia em prática valem ouro no mercado.

O exemplo mais típico é o de Arthur Fry, que há 30 anos desenvolveu o post-it, da 3M. As más línguas dizem que é o único exemplo. Exageros à parte, a verdade é que ainda é muito difícil encontrar companhias com uma cultura que apoie e incentive o empreendedor.

Apesar dessa dificuldade, nada impede que você, como líder de uma área, comece a incentivar essa prática entre seus funcionários. Marque reuniões específicas para ouvir as ideias deles, reconhecendo as melhores. Crie indicadores que mensurem a criação de novos modelos de produção.

Faça com que seus subordinados troquem de tarefas entre si, experimentando novas funções e tendo uma visão mais global do seu setor.

Isso evita a formação dos feudos -funcionários que passam anos e anos na mesma função e não admitem qualquer mudança na condução do trabalho.

Outra ação importante é registrar as sugestões dos funcionários. Talvez hoje elas não sejam viáveis mas, no futuro, com alguma modificação, podem se tornar plenamente factíveis.

É sempre bom lembrar do exemplo de Leonardo da Vinci, que em sua época concebeu produtos como asa delta ou lentes de contato, que seriam viabilizadas alguns séculos depois.

tales andreassi

Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

 

FONTE: http://zip.net/brmLVP

Publicada originalmente em 19/05/2013 02h00

Cuidado com febre do empreendedorismo

Na semana passada, aconteceu em São Paulo a 3ª Virada Empreendedora. Com um público recorde, inclusive com caravanas de outros Estados, foram realizadas 24 horas de palestras, mesas redondas, exposições e feiras.

É muito interessante acompanhar todo esse movimento em torno do tema, principalmente se lembrarmos que até os anos 2000 o empreendedor era, com algumas exceções, o indivíduo que não conseguia emprego em uma grande organização. Hoje, a situação é bem diferente: alunos do primeiro ano da faculdade já estão trabalhando em seus projetos de start-ups e sonhando em ser o próximo Mark Zuckerberg (o criador do Facebook) ou Romero Rodrigues (Buscapé).

Sonhar não custa nada, mas as coisas não são tão fáceis assim. Como bem disse Jack Dorsey, fundador do Twitter, quando esteve recentemente no Brasil, o jogo é duro e exige um forte preparo técnico de nossos futuros empreendedores. Ele recomendou que os jovens fossem aprender programação antes de abrir uma empresa.

Antes de pensar em iniciar o seu negócio --ou a sua start-up, como está na moda dizer--, vá entender o setor. Quer abrir um restaurante? Trabalhe por um tempo como garçom, chef-assistente, gerente, enfim, um emprego que propicie uma aprendizagem efetiva sobre o assunto, até para você descobrir se é isso mesmo que você quer fazer da sua vida. Ser um chef famoso tem glamour, mas ralar 15 horas por dia, seis dias por semana, todo sábado e domingo, não é para qualquer um.

Outra coisa que está na moda é o empreendedorismo de alto impacto (com empresas que crescem rapidamente). Mas quem disse que você não pode ser dono de um bar de esquina e ser muito feliz? Não precisa inventar um modelo de negócio inovador, nem pensar em um produto escalável, nem criar 10 mil empregos. Basta ter algum diferencial para aumentar as suas chances de sobrevivência. Se o seu perfil é esse, qual o problema?

Antes de tomar essa decisão, procure entender se você está fazendo isso para satisfazer uma real necessidade sua ou simplesmente porque está na moda. Se for pela segunda razão, as chances de você perder tempo e dinheiro são grandes. 

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Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

FONTE: http://zip.net/bcmLh4

Publicada originalmente em 05/05/2013 01h01

Vender não é suficiente

Nos dias de hoje, a impressão que temos é a de que basta alguém ter alguma ideia que envolva a internet para que ela seja um grande sucesso. As capas de revistas estão repletas de exemplos de empreendedores que montaram um e-commerce e ficaram milionários do dia para a noite. Mas as coisas não são bem assim.

Tenho convivido com vários empresários que montaram sites para comercializar produtos pela rede, de todos os tipos e procedências. A grande maioria não consegue efetivar mais do que meia dúzia de vendas por dia, com faturamento que não ultrapassa a casa dos R$ 5.000 por mês.

Mas por que alguns dão certo e outros não? Certamente há diversos motivos, mas um deles, no meu entender, é que as empresas de sucesso integram em seu modelo de negócios as ferramentas e as possibilidades de interação com o consumidor que a internet oferece.

A web não é apenas um veículo para comercialização de seus produtos. As companhias bem-sucedidas nesse meio não vendem sapatos, produtos eletrônicos ou livros, mas, sim, criam algo que as diferenciam perante seu público-alvo.

Desta forma, ao adquirir um livro pela rede, o usuário tem à disposição uma lista de produtos similares que foram comprados por pessoas que optaram pelo mesmo título que ele.

Outro exemplo é a empresa especializada em artigos esportivos que contratou consultores para auxiliar seus clientes durante o processo de aquisição, reduzindo as escolhas erradas e, com isso, o número de reclamações e devoluções.

Antigamente, você entrava em uma loja, comprava um sapato e saía feliz da vida. Hoje, quando usa a internet, exige mais para se tornar um consumidor assíduo.

É preciso que você tenha uma experiência singular, aprenda sobre o produto, conheça itens parecidos, obtenha descontos e não sofra com problemas de entrega -daí a importância de uma logística eficiente e de um bom centro de distribuição.

Por fim, é preciso que o consumidor leve algo a mais, para que ele tenha a sensação de que a experiência valeu a pena e comece a pensar em sua próxima compra. 

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Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

 

FONTE: http://zip.net/bhmLRq

Publicada originalmente 20/04/2013 23h13

Faça as contas

A grande maioria dos empreendedores tem uma dificuldade enorme de lidar com as finanças de suas empresas. É uma pena, pois um conhecimento ainda que básico sobre o tema poderia evitar a quebra de um bom número delas.

A primeira providência é separar as finanças da empresa das pessoais. Nada mais errado do que utilizar o caixa da companhia para gastos pessoais ou utilizar o estoque em benefício próprio. O melhor é estabelecer uma retirada mensal para os sócios que cubra seus gastos de rotina.

O restante do lucro deve ser reinvestido. Quando a empresa se tornar estável, pode-se pensar em retiradas maiores.

Outra ação efetiva é acompanhar rigorosamente o fluxo de caixa, ou seja, o quanto o negócio tem no banco ao fim de cada dia. Se o saldo for positivo, ótimo, se for negativo, o empreendedor terá que pagar juros ao banco. Como as taxas de juros no Brasil são altíssimas, uma boa gestão nessa área resulta em economia significativa.

Assim, ao negociar com fornecedores, procure conseguir datas para pagamentos em prazos mais favoráveis, após os dias do mês em que o caixa costuma estar mais cheio por causa dos recebimentos ou a da sazonalidade natural das vendas.

Já ao negociar com os clientes, tente antecipar os recebimentos, oferecendo descontos menores do que as taxas bancárias. Se o banco cobra 8% de juros ao mês cada vez que a sua conta fica negativa, você pode oferecer um desconto de 5% para um pagamento à vista ou antecipado.

Por fim, uma boa estratégia é conversar com o gerente do banco e combinar uma linha de crédito especial, com taxas de juros mais baixas.

É importante também que a empresa mantenha um bom controle de suas contas a pagar, evitando atrasos que podem resultar em multas e penalidades. Ter um bom contador, sempre atento às constantes mudanças nas leis, faz a diferença.

Não ache que, pelo fato de você não gostar de finanças, é possível delegar o assunto aos funcionários. Existem diversos cursos sobre gestão financeira. Comece com os mais básicos e, aos poucos, vá se sofisticando. Não é tão difícil assim... 

 

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Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

 

FONTE: http://zip.net/btmLGF

Publicada originalmente 07/04/2013 02h30

Empreendedor juvenil

Antes dos anos 2000, a carreira empreendedora era reservada para aqueles que não davam certo no mundo corporativo, que, por não ter outra opção, acabavam empreendendo. Com a internet, surge a possibilidade de se criar negócios sem grandes investimentos iniciais e com rápido retorno financeiro. Com isso, é cada vez maior o número de jovens que resolveram escolher o empreendedorismo como uma opção de carreira.

Mas até que ponto é valido alguém tão jovem empreender? Não seria melhor trabalhar alguns anos em uma companhia e depois iniciar sua carreira como empresário?

A resposta para essa pergunta não é trivial. Embora o jovem não tenha muita experiência, o fato de ele não ter muito a perder se o negócio não der certo, já que, em geral, esse público é formado por solteiros que moram com os pais e não têm muitos compromissos financeiros, acaba permitindo que eles se arrisquem mais e empreendam.

Além disso, se ele tiver uma ideia na qual realmente acredita, dificilmente vai conseguir ficar muito tempo esquentando a cadeira em uma empresa.

Vale, no entanto, a dica para que, antes de abrir o próprio negócio, os jovens procurem uma oportunidade realmente efetiva, fruto de muita pesquisa com os potenciais clientes.

E que também busquem mentores, empresários mais experientes que possam lhes auxiliar na gestão do negócio. Para isso, manter uma boa rede de contatos é fundamental. 

 

clip_image001Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação.

FONTE: http://zip.net/bcmLhQ

Publicada originalmente 24/03/2013 05h45

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Especial Semana Global do Empreendedorismo…

Mini SGEA Semana Global de Empreendedorismo na FGV-EAESP foi um sucesso. A Semana, que é uma ação coordenada pela Endeavor em 131 países,  foi realizada pelo FGV-CENN no campus da FGV (9 de Julho) nos dia 12, 13 e 14 de Novembro. Segundo Marcos Barcellos, Coordenador  de Projetos do CENN, "conseguimos atingir nosso objetivo maior, que é o de engajar o público (alunos e interessados) no ecossistema do Empreendorismo". 'Se existe um sonho, existe um caminho', foi a partir deste mote que a Semana mesclou: painéis, casos de negócios, mesas de discussão, palestras, jogos de negócios e até um coquetel de networking. As ações contaram com o apoio da PEGN, Anjos do Brasil, DEMO Brasil, Lide Futuro, Empresa Junior GV, Endeavor Brasil e Alumni FGV. Além disso, como patrocinadores o CENN contou com a 'Baptista e Luz Adovgados' e o portal de tecnologia 'Vouclicar.com'. Ambos,  possibilitaram que todos os eventos fossem gratuitos e aberto ao público! Aguardem, 2014 será ainda melhor!