Páginas

terça-feira, 12 de março de 2013

Jovens contam como é empreender na faculdade

Estrutura da instituição ajuda a dar o primeiro passo, mas é preciso aprender a driblar a falta de tempo e de experiência

Por Karin Salomão

   Divulgação
Yuri, da Safira Digital, virava a noite trabalhando

Um milhão e meio de jovens brasileiros que estão na faixa de 16 a 24 anos já são donos de seus próprios negócios, aponta uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Data Popular. Muitos deles começam a empreender quando ainda estão na faculdade, onde podem contar com a ajuda de incubadoras, empresas juniores e centros de empreendedorismo. Isso ajuda a dar o primeiro impulso, mas depois é preciso aprender a superar obstáculos como a falta de tempo e de experiência, contam os jovens empreendedores.

A Hasaan Engenharia, por exemplo, nasceu dentro da universidade UniCEUB, de Brasília. Ao perceber que um laboratório bem equipado passava a maior parte do tempo ocioso, Vinícius Domingues, 22 anos, e seu sócio, Leonardo Neiva, 25, abriram lá uma empresa de controle de material e de solo para construções civis e estradas. Os professores apoiaram o projeto – tanto que um deles virou sócio da dupla. Durante o ano em que a companhia ficou na incubadora da universidade, os dois se prepararam para bancar a empresa por seis meses.

   Divulgação 
Erick (de preto) e José Augusto na sede da Cidade Viva, empresa que troca boas ações por descontos

Alunos do último ano de administração da Fundação Getulio Vargas, Erick Coser e José Augusto Aragão, ambos com 21 anos, também aproveitaram o conhecimento da faculdade para fundar a empresa Cidade Viva, que troca ações de cidadania por descontos em produtos e serviços. Para eles, os ciclos de palestras, os professores e a empresa júnior foram importantes para formatar a ideia de negócio. “A faculdade ensina a planejar muito bem, mas não ensina o que fazer quando dá errado”, pondera Aragão.

Jornada dupla
Mas a vida de estudante empreendedor não é fácil. Yuri Villas Boas, 24 anos, usou o primeiro salário do estágio para abrir a Safira Digital, uma agência de marketing digital, com o amigo Thiago Soares, 27 anos, em 2008. Ele tinha acabado de começar a graduação em Design Gráfico do Instituto Infnet e, nos primeiros seis meses, fez trabalhos como free-lancer para pagar contas como o aluguel da sala, energia elétrica, telefone, internet e o funcionário da empresa – que algumas vezes era um colega da faculdade.

   Divulgação  
Leonardo (esquerda) e Vinícius no laboratório da faculdade, onde abriram sua empresa

Ele conta que teve de tirar dinheiro do bolso e vivia sem salário. Aos 19 anos, chegou a ter sérios problemas de saúde por conta do trabalho e do estresse. Para entregar projetos aos clientes o mais rápido possível – e receber logo –, Villas Boas virava a noite trabalhando. Por isso, perdeu muito conteúdo da faculdade, que era de manhã.
Para evitar essa montanha-russa nas finanças de sua startup de soluções de gestão em nuvem, a Beta Labs, Felipe Cataldi, 23 anos, e Luan Gabellini, 23, se prepararam bem. A empresa já nasceu com um cliente, e eles continuaram em seus estágios até contarem com quatro ou cinco clientes. Mesmo assim, não foi fácil: durante algum tempo, os dois tiveram trabalho para conciliar o negócio nascente com o estágio, o trabalho de conclusão de curso, as aulas e, claro, as namoradas.

Motivação para empreender
Os jovens empresários contam que a pouca idade e a falta de experiência no mercado afastaram alguns clientes. Um exemplo marcante para Villas Boas foi quando estava quase fechando um projeto com uma empresa de caminhões de mineração. Na hora de assinar o contrato, eles fizeram a fatídica pergunta: “quantos anos você tem?”. “Nunca voltaram a ligar”, diz Villas Boas.

   Divulgação 
Sócios da Beta Labs tocaram, ao mesmo tempo, faculdade, TCC, estágio e uma empresa nova

O que os motiva a enfrentar essas dificuldades? Para Coser, da Cidade Viva, é a crença de que, com sua empresa, ele pode ter um papel relevante na sociedade. “Sempre quis empreender e agregar valor da forma que eu acredito, com os meus valores”, concorda Cataldi, da Beta Labs.

Eles contam que muitos colegas de faculdade os procuram com dúvidas sobre o sonho de abrir o negócio. “Ajudo de coração”, diz Domingues, da Hasaan Engenharia. “Mas de vez em quando bate o desespero por não seguir o caminho de fazer mestrado, doutorado e ter um bom emprego.”

FONTE:http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI333006-17180,00-JOVENS+CONTAM+COMO+E+EMPREENDER+NA+FACULDADE.html

Públicada originalmente por Revista PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS, dia 11/03/2013.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Empresa fundada por professor da FGV-EAESP vence competição de Startups na Campus Party 2013

A competição de Startups da Campus Party é um momento à parte no evento, no qual boas ideias surgem e ganham forma. Foi o caso do vencedor da competição, o Meia Bandeirada, um aplicativo criado para Android e iOS, feito e pensado em quem tem problemas de locomoção. Na cidade de São Paulo, os gastos com um automóvel próprio podem ser altos, além do problema do trânsito caótico, ao passo que depender detransporte público nem sempre é uma opção viável, pela deficiência do sistema. Por isso, muitas empresas têm optado cada vez mais por pagar corridas de táxi para seus funcionários, nas quais eles dispõe do direito de usar os corredores de ônibus para agilizar as corridas.

Pensando nisso que o Meia Bandeirada foi criado. Com um sistema inteligente de cruzamento de informações, através do aplicativo, o usuário solicita um táxi e o aplicativo fará um rastreio de outros usuários que pediram táxi e possuem destinos próximos ou iguais. Com isso, os usuários poderão economizar de 40% a 60% em suas corridas, dividindo suas corridas com outros usuários.

O sistema foi desenvolvido por uma equipe especializada e promete que só cruzarão caminhos que tenham um mínimo de 30% de economia para os usuários. Um dos sócios do aplicativo é o professor de Estatística e Geomarketing da FGV-EAESP e especialista em Estatística Espacial, Eduardo

FONTE: http://fgv-eaesp.blogspot.com.br/2013/02/empresa-fundada-por-professor-da-fgv.html

Públicada originalmente por FGV- EAESP, dia 25 de Fevereiro de 2013 às 11h37.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EcoSurface, da UFMG, vence competição internacional de empreendedorismo da FGV

latin Moot

O Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) encerrou nesta sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013, o Latin Moot Corp 2012, um dos principais eventos internacionais de empreendedorismo de negócios das Américas.

A grande vencedora foi equipe EcoSurface, composta por estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG. O projeto elaborado pela equipe consiste no uso de garrafas PET na estruturação de um sistema de recobrimento de peças industriais de metal. A tecnologia evita que o maquinário sofra corrosão. O projeto também ajuda na solução ao problema de descarte de garrafas PET, sendo ambientalmente correto. O time será indicado para participar de uma final global nos EUA, em Austin, no Texas, com os finalistas de outras partes do mundo, no Venture Labs Investment Competition, a maior competição do gênero internacionalmente e concorrendo a US$ 100. Esta competição acontece em Maio de 2013.

O segundo lugar é do time Smart Agriculture Analytics (SAA), da Tsinghua University, na China. A SAA visa ser uma fornecedora de inteligência de mercado dedicado ao mercado chinês de agricultura, se concentrando nas necessidades de tecnologia e questões de sustentabilidade.

O terceiro lugar é da equipe Optimizing, da UFES e UFMG, com uma tecnologia na área de eficiência energética. O produto da equipe consiste na instalação de dispositivo nas residências que mede o consumo energético de cada eletrodoméstico, visando a economia de energia.

Nas palavras do diretor da competição, Rene Jose Rodrigues Fernandes, “Latin Moot Corp® é uma competição de nível internacional, que visa promover o espírito empreendedor e o fomento de novos negócios com caráter inovador entre jovens estudantes. O objetivo principal do programa é gerar novas empresas oriundas da academia, mas também estimular os alunos a adquirir e aplicar conhecimentos para o desenvolvimento de um plano de negócios real, mostrando que empreender pode ser um importante caminho de sucesso”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O glamour ou clamor empreendedor

Por Ana Fontes

Alguns empreendedores são quase pop stars de tanto que fazem palestras e são convidados para eventos e entrevistas.

Muitos ainda não tem resultados concretos (retorno financeiro , clientes ) mas mesmo assim estão surfando a onda do empreendedorismo. Ser empreendedor virou sinônimo de gente nova e inovadora, como se uma fosse consequência da outra.

Será que todos empreendedores são assim ? Meninos bem formados e bem nascidos  que criam negócios inovadores e conquistam anjos investidores ou fundos de investimento ?

As pesquisas dizem que não, as histórias de empreendedores que encontro nesta minha jornada de 5 anos também dizem que não.  Este perfil não é a maioria. E por favor, nenhuma intenção nem apologia a este ou aquele perfil, somente uma constatação.

Reconheço que hoje temos mais apoio aos empreendedores, mas ainda acho que este apoio não chega a maioria. Tem muita fala , muita motivação e pouca ação de verdade. Motivar o empreendedor ajuda? É claro  que ajuda.

Mas não há motivação que resista muito tempo, a falta de linhas de crédito de fácil acesso e com juros decentes, a impostos tão altos na folha de pagamento, a dificuldade em reter mão de obra, falta de acesso a conhecimento de qualidade, entre outras dificuldades.

Pessimismo? De jeito nenhum . Empreendedor por natureza é automotivado, porém é preciso refletir, o que de fato é preciso fazer para alavancar o empreendedorismo no Brasil ?

Mais aceleradoras ? Mais linhas de crédito do governo ? Mais Incubadoras ? Mais entidades de apoio ? Mais educação empreendedora ? 

Não tem resposta certa.

Uma das lições que aprendi na minha carreira no mundo corporativo (antes de me tornar empreendedora em 2008) é que sem planejamento e condução séria as coisas não mudam sozinhas.

É preciso um trabalho de curto, médio e longo prazo. E não vejo de verdade nenhuma ação  coordenada , planejada e organizada de verdade com este fim.

Ana%20Fontes%20(3)[1]

Ana Fontes é formada em Propaganda. Atuou na área de marketing por mais de 20 anos em multinacionais e foi participante do programa 10.000 Mulheres, do Goldman Sachs em parceria com a FGV. É        professora de empreendedorismo e fundadora do MyJobSpace-Coworking e da Rede Mulher Empreendedora.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De olho em novos negócios

Um dos pontos que caracterizam um bom empreendedor é a constante busca por oportunidades de negócios. “Ele identifica uma lacuna no mercado antes dos outros e procura ofertar algo para preencher esse espaço. E como identificar essas oportunidades? Ler, pesquisar, conversar, identificar tendências e conhecer outras culturas auxiliam muito nesse processo”, diz Tales Andreassi, professor e coordenador do Centro do Empreendedorismo da FGV-EAESP.


É possível citar como exemplo o aumento do percentual de famílias em que pais e mães trabalham fora, que, aliado ao aumento das jornadas de trabalho e ao custo de uma empregada doméstica, gerou uma série de serviços para facilitar a vida dessas famílias, como comida congelada, serviços "delivery", empresas do tipo "marido de aluguel", entre outros negócios.

Adaptar negócios encontrados em outros países é também uma forma de encontrar novas oportunidades. Comparecer a feiras, conhecer catálogos de produtos e estar sempre reciclando os conhecimentos podem ajudar a identificar esses negócios. “As oportunidades estão por aí, girando ao nosso redor. Aquele empreendedor que consegue enxergá-las antes dos outros seguramente terá vantagens significativas sobre os demais”, completa o professor

FONTE: http://fgv-eaesp.blogspot.com.br/2013/02/de-olho-em-novos-negocios.html

Públicada originalmente por FGV- EAESP, dia 14 de Fevereiro de 2013 às 15h25

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Inspiração para novos negócios

É muito comum que grandes ideias surjam em lugares bem distantes de onde o empreendedor vive. Durante viagens a passeio em lugares inspiradores, muitas ideias de negócios podem aparecer. Nesses casos, o empreendedor deve deixar de lado a visão de turista e aproveitar para olhar de maneira crítica para produtos e serviços locais, identificando formas de melhorá-los e quais necessidades atendem.

No entanto, é preciso levar em consideração que um negócio que deu certo em um lugar, não necessariamente terá sucesso em outro. Antes de implantar a ideia, é preciso avaliar as diferenças climáticas e culturais nos hábitos dos consumidores da sua região e adequar o conceito para atender esta nova demanda. "O papel do empresário é saber adequar produtos e serviços à realidade exigida", diz Marcelo Aidar, coordenador-adjunto do centro de empreendedorismo e novos negócios da FGV-EAESP.

Ainda de acordo com o professor, a implantação do business não pode ficar parada por muito tempo no papel. É possível que outros empresários já tenham tido a mesma ideia ao viajar para o mesmo destino. "O ideal é que o empresário aproveite a chamada janela de oportunidade, que é quando não há ou há poucos concorrentes diretos com a mesma proposta de negócio, ou quando a demanda por um produto está em crescimento", afirma.

FONTE:http://fgv-eaesp.blogspot.com.br/2013/02/inspiracao-para-novos-negocios.html

Públicada originalmente por FGV- EASP, dia 06 de Fevereiro de 2013, às 11h34.